A Criança e os Hábitos

Postado em 07/10/2017

A Criança e os Hábitos

Lembre-se sempre que, a mente de uma criança é como uma folha de papel em branco, na qual podemos escrever qualquer coisa.

Nessa folha em branco, que é a sua mente, que logo se transformará em sua personalidade, identificando-o como um indivíduo que pensa e age dentro da sociedade, podemos gravar todos os tipos de comportamentos.

A criança aprende através da imitação, isto quer dizer que, vendo o exemplo dos outros, sejam hábitos ou gestos simples como pegar e segurar objetos, ela acabará por se tornar um “hábil” qualquer coisa.

Seus medos e preferências, também elas aprendem, assimilam na íntegra a partir do exemplo, do modelo que lhes transmitem os adultos, os gabaritos, que somos nós.

É importante frisar que, primeiro, as crianças tendem a imitar os comportamentos daquelas pessoas que ela admira, ou confia, como os pais, irmãos mais velhos, parentes com os quais possua mais afinidade.

Os vícios, as manias e os hábitos que detestamos, ou atitudes não éticas, tudo isso, são exemplos que os adultos transmitem para aquela folha em branco, onde podemos escrever qualquer coisa.

Não subestime a capacidade de assimilar coisas de uma criança. Seus sentidos são extremamente mais apurados que de qualquer adulto. É uma estratégia de sobrevivência da natureza, uma vez que nessa faixa etária ela precisa assimilar rapidamente todas as manobras que a permitirão sobreviver em seu mundo.

Ela apreenderá absolutamente tudo, sem códigos de éticas ou culpas presentes, pois sendo uma folha em branco, terá como única opção imitar aqueles que estão à sua volta, com seus exemplos de conduta, repetindo seus gestos, procedimentos, preferências, manias, vícios e hábitos, por mais bizarros que possam parecer. Como não têm discernimento, ou senso moral, ou culpas, apenas tendem a imitar, reproduzir aquilo que seus sentidos conseguem captar, seja o que for.

Desse modo, ela também aprenderá a odiar e gostar, a desprezar e preferir, a ser moralmente fraca ou forte, a ser corajosa para enfrentar os obstáculos da vida, ou o seu oposto.

E finalmente, lembre-se, uma criança ao nascer, já adentra num mundo repleto de comportamentos milenares, de todos os tipos de códigos e símbolos, de infinitas personalidades que se antagonizam entre si em busca de espaço. Ali encontrará hábitos e manias que se repetem numa cadeia sem fim, passando de pai para filho, de individuo para individuo, e ela, a criança, certamente, também acabará por se tornar um desses personagens, ou uma mistura de todos. Reformatar, reprogramar esse personagem, nutrir essa nova mente, para que não repita os nossos velhos e nocivos hábitos é papel do Educador ou Pai.

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